
A Câmara Municipal do Natal realizou nesta segunda-feira uma audiência pública, proposta pelos vereadores Franklin Capistrano (PSB), Heráclito Noé (PPS) e Chagas Catarino (PP), para discutir sobre a urbanização e os projetos sociais do loteamento José Sarney. Franklin Capistrano chamou atenção para importância da mobilização da comunidade em buscar melhoria na comunidade. Segundo ele, essa população enfrenta problemas semelhantes aos sofridos pelo bairro de Cidade da Esperança há trinta anos e hoje possui uma infra-estrutura com políticas públicas decorrentes das reivindicações dos moradores que ali residem. “É importante que propostas sejam levadas à gestão pública.“A comunidade que se organiza conquista vitórias. Esse loteamento tem uma história que acompanho desde a sua formação”, declara. Outro vereador que segue de perto os problemas enfrentados pelo loteamento José Sarney é Chagas Catarino. “Tenho familiares e grandes amigos nessa comunidade. O loteamento precisa de uma atenção especial da gestão pública. Falta espaços de lazer e não existe sequer um médico na comunidade. Estarei sempre cobrando melhorias não só para essa comunidade, mas para todas que se encontram esquecidas”, lamenta o parlamentar.O vereador Heráclito Noé também, mesmo estando com problemas de saúde, fez questão de prestar seu apoio à comunidade. Segundo ele, a receptividade de um vereador nem sempre é vista como algo positivo já que muito desses parlamentares desenvolvem suas atividades desfocados da ética. “Não podemos generalizar, muitas vezes sou melhor recebido como professor ou delegado. Aproveito para demonstrar meu apoio em qualquer profissão que eu me apresente”, afirmou o vereador que se retirou para o repouso recomendado pelo médico. Um ponto que o vereador fez questão de lembrar foi sobre a reivindicação dos moradores sobre a mudança do nome do loteamento, “A lei federal 6454/77 proíbe que pessoas vivas dêem nome a ruas, praças ou prédios públicos”, lembra o vereador Heráclito Noé (PPS), que recebeu o pedido da associação.Em seguida o técnico da Secretario de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Reginaldo, apresentou a caracterização e mostrou um histórico da ocupação iniciada em meados de 1987 e 1988. Segundo o técnico, existe certa dificuldade em encontrar áreas disponíveis para construção de equipamentos públicos, como área de lazer, pois os espaços são predominantemente de particulares. A semurb anunciou três ações que podem ser desenvolvidas para melhoria do loteamento, são elas o programa endereço da gente (que pretende sinalizar ruas, avenidas através de placas), programa Memória Minha Comunidade e um Plano de arborização.A secretária de Habitação, Diana Mota, explicou que existe ações voltadas para o loteamento José Sarney desde janeiro desse ano. “Em conjunto com a secretaria de planejamento temos firmado parceria com a caixa no âmbito do Programa de Aceleração para o Crescimento(PAC). Segundo a gestora, 98% dos recursos serão gastos com infra-estrutura urbana, como drenagem, pavimentação, realinhamento do canal, entre outros. O presidente da associação de moradores, Lima, afirma que a comunidade sofre com a falta de segurança, saúde, saneamento e a educação. Participaram da audiência o Secretário Municipal de Serviços Urbanos, João Bastos, Secretário de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Kalazans Bezerra, além de moradores e sociedade em geral. Os vereadores Hermano Morais(PMDB), Júlia Arruda (PSB) e Maurício Gurgel(PHS) também estiveram presentes no debate.
Assessoria de Imprensa do Gabinete
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